29 dezembro, 2006


Pão, manteiga, rabanete...
Que pepino! Você mal sentou e a mesa já está lotada. Virou rotina despejar o couvert na frente do freguês, sem a menor cerimônia. No final, o consumidor fica com a entrada que não queria e engole algo mais na conta. Você tem o direito de recusar e não há nada de grosseiro nisso. O garçom pode até alegar que o couvert é obrigatório. Isso é pura “abobrinha”! Os estabelecimentos que cobram couvert devem informar que o serviço é opcional (Lei Delegada nº 4, de 26-09-62; Portaria nº 3, de 07-04-94; artigo 22, parágrafos 1 e 2). Condicionar a venda de um produto a outro é proibido (artigo 39, inciso I – CPDC), e III e parágrafo único.

Fique esperto para não dançar. O couvert artístico só pode ser cobrado se a casa oferecer música ao vivo e tiver com o artista um contrato de trabalho nos moldes da lei. E tem mais: você deve ser informado antecipadamente sobre o valor cobrado. Por isso, olho atento na hora de conferir a conta (artigo 39, inciso I – CPDC; Lei Delegada nº 4, de 26-09-62; Portaria nº 3, de 07-04-94, artigo 22, parágrafo 3).

"quanto é?
nada não...
não tem couvert!"

(Bell Belle/Boas)

25 dezembro, 2006


PACAMÃO FRITO

Pacas têm nas mãos pacamãos
embora os pacamãos
pensem que têm
as pacas nas mãos.

É quando as pacas aumentam 90,7%
o tamanho de suas bocas
que os pacamãos percebem
que não as têm nas mãos.

As pacas vão fritando
os pacamãos aos poucos.
Elas fritam e jogam nas
periferias ou no sertão...
não importa, desde que estejam longe.

Quem disse que paca come
Pacamão frito?

(Márcio Boas, 25.12.06)

24 dezembro, 2006



Dias medíocres


Horas ventam
meu lúdico pensar.
Desesperança e desequilíbrio
motivam o naturalismo
dos meus atos.

Nas escadas temporais
calculo meus relacionamentos,
e troco as teorias
para me livrar
dos conceitos.

Mas os conceitos
mostram-me
os erros.
E, no início
de mais um
dia medíocre,
vem o arrependimento
que teima em
querer me calar.

Mas sempre
há o dia do perdão.
Que é como grilhões quebrados.

(Luís Machado)